Percepções dos pescadores artesanais sobre os impactos das dragagens no porto de Santos: justiça ambiental e epistemologias do mar

Autores

DOI:

https://doi.org/10.58210/rie3776

Palavras-chave:

Justiça ambiental, Epistemicídio, Pesca artesanal, Ecossistemas costeiros, Governança ambiental

Resumo

O artigo analisa as percepções de pescadores e pescadoras artesanais sobre os impactos das dragagens periódicas realizadas ao longo dos últimos dez anos no estuário de Santos, à luz da justiça ambiental e das epistemologias do mar. Parte-se da hipótese de que intervenções técnicas recorrentes produzem efeitos socioecológicos integrados, incidindo simultaneamente sobre serviços ecossistêmicos, meios de subsistência e reconhecimento institucional de saberes tradicionais. A pesquisa adotou abordagem qualitativa interpretativa, com entrevistas estruturadas realizadas junto a 50 pescadores diretamente impactados. Para organização analítica dos dados, utilizou-se o método MESMIS em perspectiva adaptativa, estruturando indicadores nas dimensões ambiental, econômica e social-governança. Os resultados indicaram elevado grau de vulnerabilidade socioecológica percebida, com Índice Relativo de Sustentabilidade geral de 4,7 (0–5), evidenciando convergência estrutural entre degradação ecológica, instabilidade econômica e fragilidades institucionais. Conclui-se que as dragagens são percebidas como processos cumulativos que articulam desigualdades distributivas, restrições participativas e marginalização epistemológica na governança costeira do maior complexo portuário da América Latina.

Publicado

07-05-2026

Como Citar

Villar Franco, Marcia, e Alessandra Aloise de Seabra. 2026. “Percepções Dos Pescadores Artesanais Sobre Os Impactos Das Dragagens No Porto De Santos: Justiça Ambiental E Epistemologias Do Mar”. Revista Inclusiones 13 (2):e3776. https://doi.org/10.58210/rie3776.

Edição

Seção

Artículos

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