Educação e justiça: novas bases teóricas do educar para a não-violência
DOI:
https://doi.org/10.58210/rie3970Palavras-chave:
Educação, Não-violência, Justiça, Grounded TheoryResumo
O artigo analisa as bases teóricas do educar para a não-violência a partir da compreensão da violência como construção histórica, social e cultural, intensificada no contexto da Ditadura Militar brasileira. Fundamentado na Grounded Theory, o estudo examina documentos do Projeto Brasil Nunca Mais e relatórios das Comissões da Verdade, identificando categorias centrais como justiça, verdade, memória e direitos humanos. A investigação sustenta que tais elementos permitem estruturar uma proposta educacional orientada à deslegitimação da violência, entendida como projeto ético-político. O trabalho articula contribuições filosóficas e sociológicas, destacando o princípio da não-violência como prática ativa de transformação social. Como principal achado, afirma o educar para a não-violência como educação para a justiça, organizada em dimensões moral, normativa, política e pedagógica. Conclui que a educação, ao promover memória, reconhecimento e participação democrática, constitui-se como estratégia fundamental para enfrentar a cultura da violência e consolidar sociedades mais justas e democráticas.
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