Políticas públicas de educação e os limites da emancipação
Uma análise do PROEJA FIC para pescadores em São Borja/RS em tempos de globalização
DOI:
https://doi.org/10.58210/rie3820Palavras-chave:
PROEJA FIC, Políticas Públicas, Educação de Jovens e Adultos, Pescadores Artesanais, Educação PopularResumo
Este artigo analisa os limites e as possibilidades do PROEJA FIC enquanto política pública de inclusão social e educacional, a partir da experiência de pescadores artesanais em São Borja/RS, no contexto da globalização e da modernidade líquida. A pesquisa qualitativa baseou-se em análise documental de atas associativas, do Projeto Pedagógico do Curso e da matriz curricular, além de conversas informais com os trabalhadores. O referencial teórico articula Educação Popular, movimentos sociais e análise de políticas públicas. Os resultados indicam que, embora o programa tenha certificado 15 pescadores, a evasão superior a 50%, a ênfase desproporcional na formação geral, o não cumprimento do projeto pedagógico e a descontinuidade administrativa limitaram seu potencial emancipatório. Conclui-se que o empoderamento observado decorreu principalmente da organização prévia dos pescadores enquanto movimento social, sugerindo a necessidade de processos participativos na implementação de políticas educacionais para grupos marginalizados.
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