Miscegenation and Power: Between Cultural Synthesis and Structural Critique

Authors

DOI:

https://doi.org/10.58210/rie3738

Keywords:

miscegenation, identity, racial democracy, decolonial thought, cultural coexistence

Abstract

This article offers a comparative analysis of Casa-Grande & Senzala by Gilberto Freyre and Rediscutindo a Mestiçagem no Brasil by Kabengele Munanga, two foundational works of Brazilian social thought. Through a conceptual mapping, the study examines six analytical axes: historical diagnosis, concept of miscegenation, violence, racial democracy, racial categories, and normative implications. It argues that Freyre formulates a cultural grammar of miscegenation as a civilizing synthesis and symbolic foundation of the nation, whereas Munanga redefines the concept as a social technology of power and a mechanism for reproducing racial hierarchies. The comparison reveals an epistemological inflection that shifts miscegenation from an integrative vision to a structural critique and, ultimately, to a relational category of coexistence in dialogue with contemporary decolonial perspectives. Miscegenation is thus reinterpreted not as harmony or degeneration, but as a symbolic and political field of dispute whose understanding is essential for rethinking it as an ethical and political category of coexistence.

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Published

22-05-2026

How to Cite

Gimovski, Fabio. 2026. “Miscegenation and Power: Between Cultural Synthesis and Structural Critique”. Revista Inclusiones 13 (2):e3738. https://doi.org/10.58210/rie3738.

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